
Lidiane
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DESPEDIDA
E no meio dessa confusão alguém partiu
sem se despedir; foi triste.
Se houvesse uma despedida talvez
fosse mais triste, talvez tenha sido
melhor assim, uma separação como
às vezes acontece em um baile de carnaval
- uma pessoa se perde da outra, procura-a por
um instante e depois adere a qualquer cordão.
É melhor para os amantes pensar que
a última vez que se encontraram se amaram
muito - depois apenas aconteceu que
não se encontraram mais.
Eles não se despediram, a vida é que
os despediu, cada um para seu lado
- sem glória nem humilhação.
Creio que será permitido guardar uma
leve tristeza, e também uma lembrança boa;
que não será proibido confessar que às
vezes se tem saudades; nem será odioso
dizer que a separação ao mesmo tempo
nos traz um inexplicável sentimento de
alívio, e de sossego; e um indefinível
remorso; e um recôndito despeito.
E que houve momentos perfeitos que
passaram, mas não se perderam, porque
ficaram em nossa vida; que a lembrança
deles nos faz sentir maior a nossa solidão;
mas que essa solidão ficou menos infeliz:
que importa que uma estrela já esteja morta
se ela ainda brilha no fundo de nossa
noite e de nosso confuso sonho?
Talvez não mereçamos imaginar que
haverá outros verões; se eles vierem,
nós os receberemos obedientes como as
cigarras e as paineiras - com flores e cantos.
O inverno - te lembras - nos maltratou;
não havia flores, não havia mar,
e fomos sacudidos de um lado para outro
como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.
Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um
telefonema que não pôde haver; entretanto,
é possível que não adiantasse nada.
Para que explicações?
Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes;
o silêncio torna tudo menos penoso;
lembremos apenas as coisas douradas e
digamos apenas a pequena palavra: adeus.
A pequena palavra que se alonga como um
canto de cigarra perdido numa tarde de domingo."
Rubem Braga
:: Postado por
LIDIANE
às
00h18
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"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade; sei lá de quê!"
(Florbela Espanca)
:: Postado por
LIDIANE
às
22h32
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"...E penso ainda:
O que mais me incomoda nessa vida
é esse tanto de gente que vai sem aviso
- não de morte morrida ou matada,
mas gente que um belo dia
lhe dá um beijo de boa noite,
faz a curva da esquina
e nunca mais volta
Os telefonemas vão ficando esparsos,
a voz já não vibra ao reconhecer a tua
e todo aquele mundo que foi visto a dois perde o sentido
Nas noites estreladas,
quando vasculhamos o infinito,
à cata de algum sinal,
quando nossa pequenez salta aos olhos,
nessas noites a gente se flagra
pensando no tanto de gente
que se foi, e na grande
maioria das vezes,
descobre que quase nunca houve dois,
que dois é coisa difícil de ser achada
A serenidade daquilo que é para
nós é quase sempre estranha
ao paladar, não é mesmo?
Como uma iguaria desconhecida,
mas secretamente desejada..."
Miguel Falabela
:: Postado por
LIDIANE
às
16h28
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Tem dias q vc acorda pensando na letra de uma musica e fica o dia todo com ela na cabeça...muitas vezes acaba cantando o dia todo até mesmo sem querer... e ontem foi assim.Pensei...vou postar a letra no meu blog...e para minha surpresa entro no blog da Ana “muito além do céu azul” e lá estava a danada da musica tbm...não sei quem de nós duas é bruxa, mas algumas vezes aparece uma sintonia não sei lá de onde...rsrs!

Composição: Márcio Buzelin
Voe por todo mar, e volte aqui...
Voe por todo mar, e volte aqui...
Pro meu peito.
Se você foi, vou te esperar
Com pensamento que só fica em você
Aquele dia, um algo mais
Algo que eu não poderia prever.
Você passou perto de mim
Sem que eu pudesse entender
Levou os meus sentidos todos pra você
Mudou a minha vida e mais
Pedi ao vento pra trazer você aqui
Morando nos meus sonhos e na minha memória
Pedi ao vento pra trazer você pra mim
Vento traz você de novo
Vento faz do meu mundo novo
E voe por todo o mar e volte aqui...
E voe por todo mar, e volte aqui...
Pro meu peito.....
Mudou a minha vida e mais
Pedi ao vento pra trazer você aqui
Morando nos meus sonhos e na minha memória
Pedi ao vento pra trazer você pra mim
Vento traz você de novo
Vento faz do meu mundo novo
E voe por todo o mar e volte aqui...
E voe por todo mar, e volte aqui...
Pro meu peito... pro meu peito... pro meu peito...
:: Postado por
LIDIANE
às
08h09
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Depois de duas semanas turbulentas, estou de volta ao lar e ao blog... prometo q vou visitar o cantinho de todos os amigos e obrigada por continuarem vindo visitar o meu... adoro o carinho q recebo de todos através dos comentários.
Minha vida ta meio complicada, grande novidade né?, mas acho q no ponto q está não pode piorar... to com problemas aki em casa, meu avô ta doente, vou ter mesmo q morar em outra cidade e dezenas de outros pequenos problemas.
Ta sendo uma barra tudo isso...mas como sempre estou levando, apesar da fragilidade e da tristeza q estou sentindo... não consigo realmente entender direito o q está acontecendo, mas...
Domingo viajei para “Conceição”, pelo menos naquele lugar me sinto em paz... adoro aquele friozinho da subida da serra, parece até q aquele clima tem um poder de me tranqüilizar, me transformar...
Encontrei o apartamento muito bagunçado, as casas mal assombradas dos filmes perdiam feio para aquele lugar, mas em poucas horas estava tudo branquinho de novo..rs
Tive muito tempo para pensar no rumo q minha vida tem tomado nesses últimos tempos... ficava horas na janela com o olhar perdido e o pensamento longe, meio q no mundo da lua..rsrs! Via quase na mesma altura a torre da Igreja q ficava pertinho enquanto ouvia vez ou outra o barulho de um carro passando em frente. Era impossível dormir até tarde, sempre acordava com um som muito alto de algumas musicas...acho q era em alguma loja. Adorava conversar com as pessoas da cidade, já viu como é né? Cidade pequena as pessoas mesmo q não conheçam umas as outras, acabam parando e conversando e eu descia as escadas e ficava lá embaixo jogando conversa fora... isso quando a chuva deixava.
Na terça-feira fui jantar com um colega de trabalho de Carlinhos..agora não lembro o nome dele, mas o nome da esposa era Vilma... um amor de pessoa, fazia tempo q não encontrava pessoas tão generosas e simples. O jantar foi muito agradável e depois fomos a casa deles. Tomamos sorvetes e ficamos conversando até quase meia noite.
Quinta-feira Santa, fomos para a casa dos meus pais....depois de mais de 5 hrs na estrada cheguei quase q desmontando...doía a cabeça, costas, pernas...acho q to ficando velha...rsrs!
Na Sexta-feira Santa,minha família toda foi para casa dos meus avós... na verdade sempre foi assim, fizesse chuva ou sol, estávamos lá... antigamente se reunia toda a família, digo, tios, primos, amigos, a casa ficava cheia... hj muita coisa mudou, mas nem quero falar sobre isso. Meu avô estava lá, deitado, quietinho, nem parecia aquele homem forte e conversador de sempre... hora ou outra só em olhar, o peito apertava e dava uma vontade enorme de chorar....mas era preciso segurar o choro.
Fomos preparar o almoço, mãe preparava o bacalhau é eu e Marilene resolvemos fazer uma torta enquanto tomávamos vinho. Juro q achei q aquele almoço não daria certo...as cozinheiras eram muitas: mãe, vó, eu, Marilene, Janaina e por fim foi preciso a ajuda de meu irmão para assar o peixe...rsrs! foi uma bagunça daquelas... mas até q o almoço ficou bom.
Voltei ontem para Cajazeiras... estou de volta a normalidade, eu e Carlinhos almoçamos na mesma churrascaria de sempre, encontramos Helena e Jercilene e conversamos um pouco.
Hj passei o dia em casa... to meio q sonolenta pra não dizer q com um pouco de preguiça...não sei se vou ficar mais tempo aki na net hj...mas enfim... agora estou de volta... rezando para q as coisas melhorem mais um pouco, q meu avô fique bom e volte a ser o q era antes.
Vou parar por aki...mas essa semana vou postar todos os dias.
:: Postado por
LIDIANE
às
17h54
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